O que é Ergonomia na Arquitetura, para que serve e quais são os 7 tipos?

O que é a ergonomia? Para que serve? Quais os tipos? Neste artigo abordaremos sobre a ergonomia na arquitetura, o seu conceito, que é relacionado diretamente com os indivíduos, que quase não sabem a importância do termo e o quanto tem a ver com o seu cotidiano.

O que é ergonomia na arquitetura?

A ergonomia é de origem grega, isto é, uma ciência que estuda o homem em seu ambiente de trabalho.

A ergonomia na arquitetura é levada em consideração em todas as etapas do projeto arquitetônico, com isso o processo se inicia pelo programa de necessidades, tornando o projeto completo e atendendo a todas as atividades solicitadas pelo cliente.

São bem abrangentes essas necessidades, por exemplo, de uma família, não são apenas os ambientes essenciais, mas também o levantamento de circulações, deslocamento, entre outras características e, possíveis, verificações de limitações físicas de algum indivíduo.

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Para que serve a ergonomia na arquitetura?

Ergonomia na Arquitetura: Para que serve?

A ergonomia na arquitetura serve para ajustar o trabalhador às condições laborais com o objetivo de fazer com que o empregado permaneça confortável, produtivo e seguro ao exercer sua função.

Dessa maneira, o projeto precisa estar completo, todos os elementos devem estar relacionados, isto é, iluminação, as cores aplicadas, o design dos móveis e o conforto térmico e acústico.

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Onde se aplica a ergonomia na arquitetura?

Ergonomia na Arquitetura: Onde se aplica?

A ergonomia na arquitetura é aplicada em diversos ambientes, seja:

  • na produção de trabalhos;
  • na área de descanso;
  • nos banheiros;
  • nos móveis planejados;
  • em qualquer área que integra uma participação contínua do cotidiano do colaborador.

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7 tipos de ergonomia na arquitetura

Separamos sete tipos de ergonomia na arquitetura fundamentais para o funcionamento correto do ambiente de trabalho, com distintas operações e funcionalidades.

1. Ergonomia Física

A ergonomia física é sobre as características Humanas anatômicas, antropométricas, fisiológicas e biomecânicas que se relacionam com a atividade física.

2. Ergonomia Cognitiva

A ergonomia cognitiva é vinculada aos processos mentais, como a percepção, memória, o que afeta as interações entre Humanos e outros elementos de um sistema.

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3. Ergonomia Organizacional

A ergonomia organizacional, também conhecida com macro-ergonomia, é relacionada com a otimização dos sistemas sociotécnicos, estrutura organizacional, políticas e processos.

Qual a diferença entre Ergonomia Física cognitiva e organizacional?

Engana-se quem pensa que é tudo uma mesma coisa, a diferença entre os três primeiros tipos de ergonomia na arquitetura está no seu objeto de estudo e na forma de intervenção.

Isto é, a ergonomia física trata do funcionamento orgânico do ser humano, a organizacional é sobre aos estímulos externos na empresa e a cognitiva estuda a relação mental e emocional entre o trabalhador e o trabalho.

Juntas com um papel fundamental, a melhoria na produtividade e no bem estar do trabalhador.

4. Ergonomia de Correção

Sua atuação é de forma restrita e parcial, mudando elementos, como iluminação, ruídos, dimensões e temperaturas.

5. Ergonomia de Concepção

No projeto do ambiente, sua função é interferir promovendo uma organização do trabalho, dos sistemas de produção, no uso correto dos equipamentos e na postura perfeita dos funcionários.

6. Ergonomia de Conscientização

São palestras, cursos, treinamentos, para conscientizar os colaboradores sobre hábitos e métodos do trabalho que podem prejudicar a saúde, como, má postura, excesso de trabalho e uso inadequado dos equipamentos.

7. Ergonomia Participativa

Essa ergonomia visa à criação do comitê interno de ergonomia (CIE), trabalhando para uma conscientização e viabilização de um projeto ergonomicamente correto.

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Pilares da ergonomia na arquitetura

Ergonomia na Arquitetura: Pilares de ergonomia

Com base em tudo que vimos até aqui e com todas as diretrizes da ergonomia na arquitetura, ela é separada em três pilares, que são:

Conforto

O conforto é um dos principais pilares para sustentar uma boa ergonomia no trabalho, pois assim garante ao trabalhador menos estresse n trabalho.

Segurança

A segurança é superimportante, pois resguarda o trabalhador de acidentes, um lugar bem assistido e totalmente planejado, diminui significativamente quaisquer situações de perigo no ambiente de trabalho.

Eficiência

A eficiência é um fator indispensável, quando aplicado nos equipamentos, o trabalhador sente prazer em manusear e está no ambiente de trabalho.

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Benefícios da ergonomia na arquitetura

Ergonomia na Arquitetura: Benefícios

Os benefícios da ergonomia na arquitetura são fundamentais no bem-estar e saúde do trabalhador, minimizando todos os erros, tendo cuidado com a saúde física e mental do colaborador, garantindo seu conforto e segurança.

Nesse tempo que estamos vivendo, onde precisamos junto trazer soluções, a ergonomia na arquitetura é capaz de realizar isso de forma gradativa, e os benefícios são:

Aumento da produtividade

Quando o trabalhador tem todos os fatores importantes ao seu favor, no que se refere ao espaço físico e aos pontos mentais, automaticamente obtém-se um ganho na produtividade.

Com as condições adequadas, o profissional não tem empecilhos para fazer seu trabalho, sentindo-se mais confortável e não precisa conviver com dores. Afinal, ter uma concentração maior e poder explorar todo o seu potencial é essencial.

Clima organizacional favorável

Com um clima agradável, o resultado é a redução da ansiedade e do estresse. Ou seja, ele consegue se relacionar melhor com seus líderes e colegas de trabalho.

Desse modo, o clima organizacional se torna mais saudável, o que é, também, pela fluidez da produção. A pressão é minimizada e, consequentemente, as interações são favorecidas e tornam o ambiente mais leve e agradável.

Trabalhadores satisfeitos

Ergonomia na Arquitetura: Benefícios

A ergonomia na arquitetura do ambiente proporciona satisfação do trabalhador, e o primeiro fator é ter um ambiente agradável para executar as funções.

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O segundo ponto, é ver a empresa preocupada com sua saúde e seu bem-estar físico, emocional e mental.

Menos riscos de acidentes e doenças ocupacionais

O colaborador após, observar que não corre riscos fica contente com o seu trabalho e produz mais, sem receios.

Também é importante entender que não precisa forçar uma adaptação ao espaço, mas sim encontrar recursos adaptados ao funcionário, reduzindo os riscos ergonômicos, que poderiam provocar acidentes e o desenvolvimento de doenças ocupacionais.

Redução no número de atrasos e faltas

A redução no numero de atrasos e até de faltas é algo que a ergonomia pode proporcionar, pois o trabalhador não se sente sugado e desgastado.

Assim, você terá uma equipe saudável, que não precisará de consultas médicas recorrentes nem de licenças para cuidar da saúde.

Redução no número de pedidos de demissão

Lembra-se da satisfação do colaborador? Um ambiente agradável proporciona isso, redução de pedidos de demissão e consequentemente disponibilidades para somar sempre com a empresa.

Menos riscos de problemas emocionais

O desgaste físico e emocional está enraizado em todos, devido vivermos e trabalharmos com diferentes tipos de pessoas, com toda certeza, um ambiente agradável e adaptado é um fator que minimiza riscos de problemas emocionais.

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Como aplicar ergonomia no seu projeto de arquitetura em 3 passos

Ergonomia na Arquitetura: Como aplicar?

É preciso saber que o ser humano não consegue fazer mudanças no seu corpo, no quesito altura, e nem a proporção entre as partes, por isso esforços repetitivos e desnecessários precisam ser evitados, e nada mais que uma organização do espaço, para resolver isso, como:

Estudo e planejamento

O primeiro passo é estudar tudo antes de qualquer mudança, pois assim você evita transtornos e alterações corriqueiras.

Escolha a cor e iluminação adequadas

As cores são importantes, pois elas carregam sensações, ou seja, uma cor pode te deixar para baixo ou muito alegre.

A iluminação também, além de cuidar da visão do seu funcionário, possibilitando ele enxergar corretamente.

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Aplicando a ergonomia na arquitetura corporativa

Ergonomia na Arquitetura: Aplicando a ergonomia

Quando pensamos em proporcionar um ambiente agradável, incluímos também a arquitetura corporativa, que é a arquitetura empresarial, como também é conhecida.

Nesse ramo da arquitetura é que projeta, desenvolve e executa espaços corporativos para empresas e escritórios. É válido ressaltar que isso vai muito além da decoração, mas também atua em campos como espaços funcionais e ergonomia na arquitetura do local de trabalho.

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O que é ergonomia no design de interiores?

Ergonomia na Arquitetura: O que é?

A ergonomia no design de interiores é produzir um espaço que seja adaptado de forma que conclua o espaço, ou seja, trazendo sofisticação e proteção para os trabalhadores.

É possível criar ambientes incríveis com um toque de elegância e ao mesmo tempo não perdendo o espaço de ambiente de trabalho.

Por isso, quando pensamos em um estudo e planejamento, é algo minucioso, porque a adaptação é muito mais que só organização, é a junção de tudo para um ambiente agradável e favorável para as funções que serão desempenhadas.

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Ergonomia, arquitetura e urbanismo

Ergonomia na Arquitetura: Ergonomia, arquitetura e urbanismo

Todo projeto deve ter a ergonomia quando pensamos em arquitetura e urbanismo, saindo desse âmbito só de trabalho, precisamos focar nos projetos residenciais também, pois é onde as pessoas passam mais tempo.

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Perguntas frequentes

O que é um aparelho ergonômico?

Um aparelho ergonômico é um equipamento que auxilia no conforto, ajudando a evitar doenças de repetição, monotonia e etc, estes aparelhos podem ter diversos modelos para diversas funções, os mais utilizados atualmente são:

  • Equipamentos para braços e punhos;
  • Equipamentos para pernas e pés;
  • Equipamentos para postura lombar;
  • Equipamentos para cabeça, ombros e pescoço.

O que significa risco ergonômico?

Risco ergonômico significa qualquer desconforto ou um potencial risco a saúde do trabalhador, estes riscos podem ser como: postura inadequada de trabalho, repetitividade, levantamento de peso, monotonia e ritmo excessivo de trabalho.

Qual a origem da ergonomia?

A origem da ergonomia foi em 1949 fruto da criação da Ergonomics Research Society na Inglaterra, com o objetivo de desenvolver e aprimorar técnicas que pudessem fazer os trabalhadores serem mais produtivos sem que sofressem desconforto ou riscos.

O que é o taylorismo?

O taylorismo é um sistema operacional de tarefas realizadas, feita com o objetivo de extrair o melhor rendimento de cada funcionário.

O que são fatores de risco psicossociais?

Os fatores de risco psicossociais são efeitos negativos de um trabalho, incluindo má organização da gestão de trabalho, criando um ambiente social problemático, com muitos funcionários estressados, esgotados e até depressivos.

Quais são os riscos profissionais?

Os riscos profissionais são:

  • Riscos físicos;
  • Riscos químicos;
  • Riscos biológicos;
  • Riscos ergonômicos;
  • Riscos de acidentais.

O que são agentes físicos?

Os agentes físicos são formas de energia que ficam expostas aos trabalhadores, esses agentes podem ser como: calor, frio, umidade, ruído, pressão, vibração, radiações ionizantes e etc.

Quais são os tipos de riscos financeiros?

Os tipos de riscos financeiros são:

  • Crédito;
  • Operacional;
  • Cambial;
  • Taxa de juros;
  • Financiamento.

Conclusão

Ergonomia na Arquitetura: Conclusão

Fez sentido essas ideias e dicas de ergonomia na arquitetura para você?

Que essas ideias possam te ajudar a criar espaços confortáveis, seguros e com muita sofisticação, pois a saúde é um fator prioritário na nossa vida, e, quando tem um profissional que pensa nesses detalhes, esse sim está se tornando um profissional completo.

Deixe seu comentário abaixo que teremos o prazer de compartilhar e trocar experiências.

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